Contando Viagens - Península Ibérica


 
E chegamos na reta final de mais um passeio pela Europa, o quinto que fizemos desde aquela maravilhosa viagem a Espanha, em 2005, para que eu recebesse o prêmio da Sky/Espn, que já sabem de cor e salteado como foi. Saímos do Porto logo cedinho, o trajeto até Lisboa seria longo e teríamos ainda algumas visitas pelo caminho, como Coimbra, nosso primeiro ponto de parada.

E foi o trajeto mais interessante, mais cultural, mais emocionante e mais fotografado, afinal foram cinco lugares antes de chegar a capital, Lisboa, e conhecemos uma parte de Portugal totalmente voltada para o turismo e que dispensa maiores comentários complementares de quem quer que seja o escritor. 

Coimbra, que um dia foi a capital portuguesa, mantém até hoje sua faculdade, desde os anos 1.000 e que até hoje é referência mundial do ensino, além de sua grandiosa biblioteca, também milenar onde se encontram relíquias extraordinárias da literatura mundial. Fátima, o Santuário de Nossa Senhora, que neste local apareceu para os 3 Pastorinhos, em 1917, e que ficou como o grande momento do catolicismo mundial. 

A emoção aflorou ainda mais, Fátima, onde estivemos anteriormente em 2008, pedindo proteção para nossa viagem de 22 dias pela Europa, e onde estive neste 21 de março de 2015 apenas para agradecer tudo aquilo que me foi oferecido pela Virgem Maria durante a minha cirurgia no coração. Foram lágrimas e sorrisos de alegria naquelas quase quatro horas passadas pela cidade e pelo Santuário. 

Óbidos, uma grande surpresa neste roteiro, um lugar bem conservado e cujas vielas são percorridas por milhares de turistas diariamente em busca daquele licor maravilhoso, Xinxa, que faz a alegria dos comerciantes locais. Antes de chegar a Queluz passamos por uma cidade pequena, mas com muita importância para a história de Portugal, Batalha, cujo nome foi em homenagem às grandes vitórias portuguesas nas guerras que enfrentou, e lá está o corpo do Rei D. João I e do Infante D. Henrique. 

Por Queluz apenas uma visita, muito rápida, ao Palácio de Verão da Corte de Portugal e onde está o corpo de D. Pedro I, nosso Imperador, mas por ali ficamos pouco tempo, o cheiro forte dos produtos colocados para conservação do interior do palácio fez com eu e a Celeste, minha irmã, sentíssemos um mal estar e deixamos a visita correr enquanto eu saía para fotografar o entorno do lugar. 

De Queluz a Lisboa apenas a expectativa do retorno a capital lusitana, um dos mais belos lugares que conheci até então. Lisboa é como a canção, é uma história bonita e com alma de mulher, seu povo é acolhedor e o Chiado, um dos bairros mais famosos do país, está de braços abertos, ao lado de Fernando Pessoa, para receber os turistas que por ali aparcem para fotos com o poeta português muito conhecido pelo nosso Brasil. 

Voltamos a Belém, agora para fotos no Monumento aos Navegantes, e para a mana Celeste conhecer o pastel de nata, mais uma a se decepcionar com o doce famoso, mas aceitou melhor do que eu, em 2008, que me recusei até a pegar o pacote dos docinhos no caixa. 

Regressamos ao Centro Histórico, andamos pela Rua Augusta e curtimos, à noite, mais um bacalhau à moda portuguesa regada a um vinho, na jarra, da casa e, para fechar, subimos ao Castelo de São Jorge e descemos no já tradicional Tuk Tuk, que agora é a condução favorita de turistas e nativos. 


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