Morumbi e Engenhão
Hoje é dia de puxar pela memória — e, convenhamos, ela ainda funciona melhor que muito arquivo perdido por aí. Tempo de rádio, lá na terrinha, quando a gente fazia milagre para arrancar uma novidade e entregar para a turma do esporte. Foi num desses jogos das Eliminatórias, no Morumbi, que a Princesinha resolveu atravessar fronteiras. Brasil x Bolívia. E lá estava este repórter, fuçando, cutucando, atrás de Telê Santana — que, diga-se, fugia de microfone como zagueiro de bola nas costas. No caminho, trombo com Mozer, velho conhecido de Miracema. Dois minutos de conversa, aquele jeitinho básico… e pronto: a porta que não abria, escancarou. Telê tentou escapar, claro. Mas bastou saber que Miracema era menor que sua Itabirito para o coração amolecer. Resultado? Meia hora de conversa, no balcão do Hotel Brasilton, exclusiva, daquelas que hoje renderiam clique, replay, podcast, documentário e até briga por direitos. Na época? Ficou na lembrança. Porque este país adora um discurso sobre...