Causos & Fatos de Viagens - No hotel em Paris






Sentado, tomando um caputino, fingindo ler o Le Figaro, olhava as imagens de um jogo da Champions League do dia anterior, saboreando um bom vinho, da casa, no hotel em que ficaríamos, em Paris, vejo um homem, bem vestido, andando de um lado para outro e olhando fixamente para onde eu estava.

Pensei. Será que quer falar comigo? Tem pinta de inglês e deve estar me confundindo com alguém. Dei um tempo, e, ao terminar a taça do vinho que tomava, chamei a garçonete e pedi uma jarra, pequena, do mesmo vinho. Estava dando margem para o desconhecido se aproximar e o convidei para uma taça.

Ele, tomando coragem, chegou e foi logo perguntando: 
- Eu te conheço de onde? Em bom português e muito sério. 
Ofereci o vinho, ele aceitou, e respondi. Sou Adilson Dutra, sou de Miracema, moro em Campos, interior do Estado do Rio de Janeiro. 

- Estava certo. Falei com minha esposa que te conhecia e até mostrei a sua foto no site do jornal de Campos, leio sempre a sua coluna em O Diário. Sou de Vitória, no Espírito Santo, moro em Campos há muitos anos e sou dono da franquia da Loja Taco na cidade. 
Antonio e Andréa, dois belos companheiros de viagem durante toda excursão a França, Inglaterra, Holanda, Bélgica e Alemanha. Bacana ter conhecido o casal, que até hoje mantém contato conosco por aqui. 



Adilson, esse episódio em Paris é daqueles que parecem cena de filme: você, sentado com seu cappuccino e vinho, fingindo ler o Le Figaro, e de repente surge um desconhecido que se revela um compatriota com quem você já tinha uma conexão invisível. É uma história que mistura acaso, reconhecimento e amizade — perfeita para o diário.

Aqui está a versão adaptada:

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Diário de Viagem – Paris e além

Paris, maio de 2005  
Sentado no hotel, cappuccino à mão, vinho da casa na taça, fingia ler o Le Figaro enquanto meus olhos se perdiam nas imagens de um jogo da Champions League. Foi então que percebi um homem bem vestido, andando de um lado para outro, olhando fixamente para mim. Parecia inglês, talvez me confundisse com alguém.  

Resolvi dar espaço. Pedi uma jarra pequena do mesmo vinho, como quem abre caminho para uma aproximação. E ela veio.  

O encontro inesperado  
Ele chegou, tomou coragem e perguntou em bom português:  
— Eu te conheço de onde?  

Ofereci o vinho, ele aceitou, e respondi:  
— Sou Adilson Dutra, de Miracema, moro em Campos, interior do Rio de Janeiro.  

O homem sorriu:  
— Estava certo. Mostrei sua foto à minha esposa, leio sempre sua coluna em O Diário. Sou de Vitória, moro em Campos há muitos anos e sou dono da franquia da Loja Taco.  

Novos companheiros de viagem  
Assim conheci Antonio e Andréa, que se tornaram belos companheiros durante toda a excursão pela França, Inglaterra, Holanda, Bélgica e Alemanha. Um encontro fortuito, regado a vinho e reconhecimento, que se transformou em amizade duradoura. Até hoje mantemos contato, prova de que as viagens não nos dão apenas paisagens, mas também pessoas que ficam.

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