1992 - Porto Alegre - Bronca na faixa de pedestre

 Voltei a voar pelo Brasil em 1992, fui a Porto Alegre, a convite do Célio Silva, que patrocinou a viagem integralmente, para assistir a final do Campeonato Gaúcho, no Beira Rio, no famoso Gre-Nal, e Célio naquele tempo "mandava na capital gaúcha" e fiz ótimos passeios com Lidia, sua esposa, já que ele estava totalmente concentrado na final, que por sinal vi a conquista do título do Internacional sobre o seu grande rival, o Grêmio. 

Em um destes passeios por Porto Alegre Lídia me pergunta: - Seu Adilson, quer dirigir um pouco? Respondi que sim, afinal o trânsito naquele tempo ainda flui legal e Porto Alegre é uma cidade tranquila, ou era não sei como está hoje, e fomos devagar porque não tínhamos pressa, mas a história que escolhi está no próximo parágrafo. 

Vinha eu, tocando o carrão do Célio, como se em Miracema ou Campos estivesse, e em uma transversal, sem semáforo, não parei na faixa de pedestre, foi uma "bola fora" do ex-atacante, que ouviu poucas e boas e Lídia pediu para eu parar a fim de pedir desculpas a senhora que se assustou. 

A mulher aceitou as desculpas, mas insultou até a última geração dos Picanço Dutra, me deu aquele chamado esporro e aí foi a vez de Lidia me pedir desculpas por ter parado para conversar. Que nada, foi uma tremenda lição que recebi e até hoje nunca mais passei pela faixa de pedestre quando alguém quer atravessar, as vezes corro risco de baterem na trazeiro, mas corro este risco por ter sido bem advertido lá em Porto Alegre. 

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