2005 - Madrid - O efeito comida cabo-verdiana

 

Segundo dia do passeio em Madrid, em maio de 2005, estávamos caminhando no centro da capital espanhola após visitas aos Museus Régia Victoria e Prado, e encontramos um brasileiro, distribuindo panfletos para almoço em um dos restaurantes da região. 

Paramos, conversamos sobre a camisa que vestia, aquela famosa do Tabajara FC, da Turma do Casseta & Planeta, e o moço quis trocá-la pela minha, do Flamengo, presente de Célio Silva, eu, claro, disse que não mas em troca da negativa aceitaríamos a oferta de irmos ao restaurante por você indicado, ele ganhava um almoço grátis de acordo com o que levava ao restaurante, e, como éramos quatro, ele disse: "Vocês pagarão o meu almoço do dia se forem os quatro". 

E lá fomos nós no Restaurante Cabo Verdiano, e as especiarias de Cabo Verde são parecidas com a nossa, feijão bem temperado, miúdos de porco, que eu adoro, e outras cositas mais, bem temperadas, e me esbaldei já que a fome era muita, apenas o café da manhã, no hotel, e já passava das duas da tarde sem comer mais nada. 

Tudo correu bem até a manhã seguinte quando o intestino "explodiu" justamente no trem que pegamos para ir a Toledo, foram quase uma hora sentado no "trono" e descemos na Ferrocarril já procurando um banheiro, e foi assim durante todo o passeio pela bela cidade medieval, não aproveitei quase nada e, para complicar ainda mais, ficamos perdidos no labirinto da entrada da cidade e... cadê banheiro? 

Ainda bem que tudo deu certo, e voltamos à noite já medicado, na farmácia de manipulação, um pó sagrado me ajudou a voltar com tranquilidade sem mais visitas ao "trono" do trem. 

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