A bronca da gaúcha



A lição na faixa de pedestre

Diário de Viagem – Porto Alegre

Dia 2 – A lição na faixa de pedestre  
Hoje vivi algo curioso. Vim a Porto Alegre a convite de Célio Silva, para assistir à final do Campeonato Gaúcho. O Beira-Rio pulsava no Gre-Nal, e vi o Internacional levantar o título. Enquanto Célio se dedicava ao jogo, sua esposa Lídia me levou para conhecer a cidade.  

Em um dos passeios, ela me ofereceu o volante. Aceitei, como se estivesse em Miracema ou Campos. Mas numa transversal, sem semáforo, cometi o erro: não parei na faixa de pedestre. A senhora que atravessava se assustou, e Lídia pediu que eu parasse para pedir desculpas.  

A mulher aceitou, mas não sem antes me dar uma bronca daquelas. Fiquei sem graça, mas guardei a lição. Desde então, nunca mais deixei de respeitar a faixa — mesmo correndo o risco de levar uma batida por parar de repente.  

Porto Alegre me deu futebol, amizade e turismo. Mas também me deu uma advertência inesquecível. Uma bronca que virou aprendizado, e que até hoje guia meu volante.


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