Contando Viagens - Leste Europeu

 

Chegamos a Praga, como disse no capítulo anterior,  por volta das 16  horas, hora local, o que nos colocava na estrada por pelo menos 16 horas, onze do Rio a Paris, e em voo da KLM com 1.40h de duração no trecho, e pouca espera no aeroporto de Paris, deduzo que chegamos a capital tcheca ainda a tempo de um almoço depois do banho restaurador, dormir nunca senão o fuso horário derruba qualquer mortal, 

Banho tomado descemos para o saguão do Hilton Praga, e por lá conhecemos o já citado casal Chico e Marta Bandeira, que seriam nossos companheiros nos próximos treze dias da viagem pelo Leste Europeu que começava para nós naquele momento, já que saímos para fazer um reconhecimento do tempo, havia previsão de neve no período, e por isto nos arriscamos a um lanche reforçado em um dos Burger King da região, e encontramos um bem legal com jeitinho brasileiro, até batata frita estava no cardápio. 

E começamos o giro, no dia seguinte, e sabem o que de melhor aconteceu? Nevou logo nas primeiras horas da manhã, vimos pela janela do hotel, e mais tarde, visitando a Catedral de São Vito, a mais bela do país, sentimos os primeiros pingos e as primeiras camadas de neve, ficamos extasiados. 

E fomos em frente, não dava para descansar, o guia, um tcheco que já residiu no Brasil, era muito falador e não gostou quando me debandei do grupo e saí para fazer o que mais gosto na viagem,  fotografar, e se não fosse minha fuga não teríamos um registo fotográfico da Ponte Karlo, o símbolo e o cartão postal maior de Praga, assim que o cidadão parou de falar chamou a turma para atravessar para mostrar o relógio astronômico,do outro lado do Rio Moldava, que fica na Cidade Velha. 

Um momento incrível, os turistas param para ouvir o som dos carrilhões e ver a movimentação dos bonecos que são ponteiros,   Orloj, nome da peça, foi inaugurado em 1410 e está em perfeito estado até hoje. Dali fomos conhecer o interior da Catedral de São Vito e ver de perto o Altar em honra a Nossa Senhora Aparecida, foto abaixo, que é venerada também na República Tcheca. 

Um teatro à noite, um City Tour pela manhã seguinte e pé na estrada a caminho da outra parte da divisão da velha Tcheco-Eslováquia, ou seja, a Eslováquia, quando conheceríamos Bratislava, a capital. 

No meio do caminho tinha Cesky Krumlov, uma cidadela medieval, uma das mais antigas do mundo, tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, e fica na região da Boêmia do Sul, e é de uma beleza inigualável, frio, neve e muita lama na entrada mas na cidade uma limpeza, sem medo de dizer, perfeita. Por ali almoçamos, massa italiana feita na hora e, podem anotar, a melhor pasta que comi

em minha vida, sou fanático por massas. 

E daí mais um pouco de estrada até chegar a Bratislava, onde ficamos também por pouco tempo porque o destino final seria Viena e ainda tínhamos que subir os Montes Tartas, do lado da Eslováquia, para ver uma estação de ski, Donovaly, e e neve nos pegou logo após descermos do ônibus e por pouco não ficamos atolados nas montanhas mais conhecidas do Leste da Europa (fofo ao lado). 

No próximo capítulo, Viena e Budapeste serão retratadas por aqui. 

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