Contando Viagens - Europa 2008

  

Saímos de Roma pela manhã, o sol estava nascendo na Cidade Eterna, depois de três belos dias andando pela colina história de Sermoneta, admirando o Mediterrâneo e conhecendo os sagrados Vaticano, Coliseu e Panteon, embarcamos para mais dois históricos e milenares destinos, Florença, na Toscana, e Veneza, na região de Vêneto, com seus canais que fazem parte da história do turismo mundial. 

Uma bela viagem, as estradas italianas são daquelas de tirar o fôlego, por isto as vezes penso que o aluguel de um carro e com um bom motorista, a viagem pela Bota seria elegante, chique e muito mais bonita, mas estamos de ônibus e tem que ser o melhor para o momento e após três horas e meia, houve parada técnica que é aproveitada para conhecer um lugar bacana, chegamos a Florença o berço do renascentismo. 

E, sem perda de tempo, nossa guia já nos indicou o caminho do centro histórico e por lá ficamos até ao anoitecer conhecendo as obras de Michelangelo, Botticelli, Da Vinci e outros mestres da arte que Florença deu as mãos, os braços e a vida artística de todos estes monstros sagrados italianos. 

Logo após o almoço, em uma tradicional cantina fiorentina, com massas e vinhos, saímos para conhecer o outro lado de Florença, atravessando a milenar Ponte Vecchia onde encontrei o Robert, um médico polonês, radicado no Brasil, e que estava em nosso ônibus. Ele, cardiologista conhecido em Pelotas/RS, me disse: - Dutra, ao chegar no Brasil procure um cardiologista, você está com algum problema na carótida, fica muito vermelho e está perdendo o fôlego nas caminhadas. 

Bingo, mas isto é assunto para outras crônicas e outros textos em outros lugares, o que conto por aqui é alegria e nossas viagens pelo mundo afora e esta reta final na Itália foi daquelas que daria por si só vários capítulos este livro ou deste blog, como a saída de Florença e chegada a Veneza, só não arrepia quem não tem emoção aflorada na pele. 

Estacionamos no hotel, em Veneza Mestre, onde ficaríamos após o passeio pela ilha onde se localiza a bela Veneza. Chegamos após atravessar o Mar Adriático e estacionar em um dos cais da cidade e próximo a Basílica de São Marcos, e a Plaza do mesmo nome que de linda não tem nada, é simplesmente maravilhosa e encantadora, músicos, mágicos, pombos, gente bonita, gente alegre e uma incrível mistura de raça, cores e pensamentos. 

E o momento mágico foi o passeio de Gôndola pelo Grande Canal, apenas nós, eu e Marina, um casal e os músicos, um acordem e um violino, levados pelo gondoleiro com sua tradicional camisa listrada e ouvindo as músicas que marcou nosso namoro, noivado e casamento. 

No capítulo seguinte subiremos os Alpes e entraremos na Suíça para ver de perto os grandes lagos, a neve e a civilização dos suíços. 

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