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Cracóvia deixou marcas, daquelas chamadas de indeléveis, e foram dois belos dias e ótimas três noites vividas ali na segunda cidade da Polônia e com uma recordação que ficará para sempre, a Polca, dança típica da região, bailada por mim com as meninas da casa de shows que fomos levados, pela Abreutur, na primeira noite em que por lá estivemos.
Tenho a dança no coração, fui um exímio dançarino, de bailes deixo claro, mas na juventude participei das audições musicais da Professora Onideia Moreira e por lá aprendi muitas das danças internacionais como esta, a Polca Polonaise, e quando o gerente e as meninas vieram chamar alguém para subir ao palco nem titubiei, fui com a certeza de que não faria feio, gostaram, aplaudiram e, acreditem, pediram que eu voltasse para completar o espetáculo anterior.
Agradei, tenho certeza.
Na manhã seguinte foi difícil levantar, o corpo sentiu o esforço e também a cabeça pesada pela vodka para afastar o frio, misturada com um bom vinho italiano e uma comida pesada, chamam de Goulash, servido em um pão tipo panetone, gostoso, mas pesado demais. Mas o passeio pela manhã, na principal praça de Cracóvia, a Praça do Mercado, inaugurada em 1257 e foi palco, inclusive, de algumas execuções nos tempos bravos e chegou a ser chamada de Platz Adolf Hitler, que felizmente foi trocada após a guerra.
Marina aproveitou o roteiro e foi até a mina de sal de Wieliczka, (foto acima) próximo a Cracóvia, e segundo o relato dela um lugar extraordinariamente belo e inteligente, onde os mineiros construíram estátuas, muros com bustos de personalidades mundial, e até uma igreja para eles e visitantes, que curtem a presença naquele subterrâneo com 327 metros de profundidade. Um belo passeio.
E fechando o roteiro na Polônia era preciso viajar mais um pouco, cerca de quatro horas de viagem por uma estrada maravilhosa, paisagem incrível e ainda com a neve fazendo um espetáculo à parte. Chegamos a Varsóvia ainda a tempo de um passeio rápido, pelo centro da cidade e pelo Jardim Parque Real Lazienki, onde a neve estava acumulada e, para sentar nos bancos para fotos com Chopin, o famoso compositor polonês, foi difícil mas conseguimos alguns bons cliques.
Para completar o que estava traçado visitamos o Gueto de Varsóvia, que ficou marcado pela revolta dos judeus, contra os Alemães, na segunda guerra, onde se rebelaram e lutaram por suas liberdades, há um memorial para que jamais seja esquecido o lamentável incidente provocado pelos desumanos seguidores de Hitler.
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