Contando Viagens - Leste Europeu

Descemos o Montes Tartás com um medo incrível, correntes nas rodas do ônibus e um trator a frente para evitar problemas maiores, a neve caia e acumulava a beira da estrada, que não é nada menos do que dois mil metros acima do mar, e quem tem tem medo. E por isto nossa chegada a Viena, na Áustria, atrasou bastante mas não o suficiente para nos acalmar, e, para deixar o povo mais confuso ainda, Viena estava vazia, sem trânsito, sem alguém na rua para pelo menos dizer um oi. 

Sexta-feira da Paixão e o austríaco aproveita o feriado da Semana Santa para subir os Alpes e curtir os feriados prolongados, tal qual aqui no Brasil, e este silêncio foi fundamental para que pudéssemos ouvir os sinos da igreja, bem próxima do nosso hotel, parecia um carrilhão executando uma peça de Mozart ou Schuberth, e admirar a beleza do teatro onde fica a Ópera de Viena, que seria nossa visita na manhã seguinte. 

Mas devido o péssimo tempo, muito frio e muita neve, Zé Maria, nosso guia português, preferiu inverter o roteiro, fomos ao Castelo da Sissi, o Palácio de Schönbrunn, que foi devidamente visitado em todos os seus aposentos e cômodos, e ainda teve um que disse "não acredito que isto tenha sido construído há séculos atrás". É verdade, tem quem não acredite até nas barbáries de Hitler, daqui a pouco eu conto, é a mesma pessoa. 

Uma visita ao Danube Tower, uma torre giratória de 225 metros de altura de onde se vê o Rio Danúbio com todo seu esplendor, a Casa da Onu, e com muito esforço, neve e neblina deixaram um pequeno tempo para admirarmos a beleza de Viena vista do alto da torre mais famosa da capital austríaca. 

Já era o sábado de aleluia, no domingo de Páscoa partiríamos para a Hungria, e por isto todo o programa deveria ser realizado naquele dia inclusive a visita a Òpera de Viena, onde fotografamos, ouvimos histórias e causos, e nos divertimos com as brasileiras admiradas com a beleza e o esplendor do lugar ao estilo neo renascentista inaugurado em maio de 1969 e está totalmente intacto e sua beleza enche os olhos de qualquer turista. 

E, claro que não poderia faltar uma visita ao pé dos Alpes, onde nosso jantar, oferecido pela Abreutur, se realizou ao som de violinos e acordeons e, mais uma vez, aquela brasileira "bateu" de frente comigo e com outros, pedindo para os músicos tocarem sertanejo, como se estivessem em São Paulo ou Goiás, mas eu e Chico fomos mais rápido e presenteamos os músicos com 30 Euros e pedindo para tocar as músicas folclóricas e os temas principais do filme "A Noviça Rebelde", como Edwiges, devidamente tocado e sacando lágrimas daqueles que curtiram o filme mais visto

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