Contando Viagens - Peninsula Ibérica

Atravessamos o Rio Minho e entramos pela segunda vez em Portugal e desta vez pela Região do Minho, e chegamos a Valença, uma cidade do distrito de Viana do Castelo, criada em 1217 no norte de Portugal. Foi apenas uma parada estratégica, depois de quase seis horas pela estrada era momento de parar para o tradicional repouso do motorista e fazer as necessidades e matar a fome do grupo de 42 turistas brasileiros que acabara de adentrar em terras portuguesas.

Água, compras, o frio aumentava e a oferta de agasalhos em Valença era excelente, e aquele bolinho de bacalhau, que digo até hoje que foi o melhor de toda minha vida, para saciar a fome de quem esperava almoçar por ali. Nada, o tempo foi curto e lá fomos nós, seguindo para a cidade do Porto, mas antes uma outra parada combinada, em Braga, outra cidade milenar e cheia de encantos. 

Descemos em Braga por volta das 15h, com tempo para um almoço e para uma visita


ao complexo Bom Jesus do Monte, onde uma igreja belíssima olhava para nós e pedia para  orar como agradecimento à ótima viagem que fizemos até ali. Subimos no milenar funicular, que maravilha de visão, e chegamos ao topo do morro para adentrar a igreja, ver a cidade de Braga lá de cima e descansar um pouco para atingir nossa meta daquele 19 de março, dia de cantar o parabéns para vovó Maria e agradecer a padroeira por mais um aniversário de minha cirurgia cardíaca, seria o sexto ano de vida nova. 

A viagem seguiu com a mesma tranquilidade dos dias vividos em hotéis e cidades pela Espanha e chegamos ao Porto, tempo de colocar as malas no hotel, procurar algo para fazer e, claro, sentar para começar a procurar aquele vinho característico da região, mas não o tradicional vinho do Porto, que é apenas um licor e digestivo e não seria ideal para aquele momento. 

No dia seguinte o tradicional city tour e aquele passeio esperado por todos no ônibus, um pequeno cruzeiro pelo Rio D'Ouro, saindo de Vila Nova de Gaia, quando apreciamos a beleza das pontes que fazem a cidade se transformar em duas e nos deixar a certeza de que a engenharia portuguesa, de séculos passados, estava bem à frente do mundo de hoje. 

Uma visita à vinícola Cave Calem, degustação de vinho, que deixei para os companheiros, era aquele vinho digestivo que só poderia tomar um cálice pequeno, e meu desejo, naquele momento, era sentar à mesa e me fartar com uma bacalhoada e um ótimo vinho português, coisa que aconteceu mais tarde, no almoço oferecido pela Abreu. 

Um passeio pelo centro histórico, a chamada cidade velha, onde tudo começou lá no início dos anos 1.100, faz tempo, né mesmo? No dia seguinte, bem cedinho, Coimbra e Fátima estavam no roteiro, além de Óbidos, Batalha e Queluz, para atingirmos a reta final, que será em Lisboa. 

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