Contando Viagens - Chile e Argentina

 

Se na despedida da Europa, em 2008, tivemos a previsão do Dr Robert, o médico polonês fugido de seu país, com os pais, durante a II Guerra Mundial, de que eu precisava ver um médico cardiologista assim que chegasse ao Brasil, e foi correta, após uma viagem a Cabo Frio eu fui a Miracema, minha cidade natal, e por lá infartei, fui internado na Casa de Saúde São Sebastião, e o cardiologista, amigo de longa data, Márcio Siqueira me encaminhou para o Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, onde passei por uma cirurgia séria, quatro safenas e uma mamária, descobriram que estava com 80% das artérias entupidas, coisa que o polonês/gaúcho havia previsto em setembro de 2008, e já estávamos em março de 2009.

A recuperação foi lenta, seis meses para ficar bom e um ano para ficar tudo sob controle e poder viajar novamente com dezoito meses de operado. E onde fui? A convite das manas Tereza e Eliane fomos conhecer a América do Sul, Chile e Argentina estavam no programa, e ao consultar o médico, Marco Antônio Rodrigues, recebi dele o sinal positivo com uma ressalva: Cuidado com a altitude dos Andes e com o vinho chileno.

Foi um belo passeio, quatro dias no Chile visitando a vinícola Concha Y Toro, onde encontramos um grupo paulista, liderados pelo cardiologista deles, Miguel Uchôa, que me ensinou a tomar um vinho, com uma nova tendência, é o indicado para os safenados, a uva Carmenere começava a ganhar espaço e por lá, na vinícola, aprendi que este seria o ideal para o novo apreciados do vinho chileno.
Subimos os Andes na capital, Santiago, subimos os Andes também para conhecer o Valle Nevado, onde o médico havia me dito para ter cuidado, mas correu tudo bem eu e a mana Eliane, também safenada, nada sentimos nos 2.890 metros de altura e a permanência por lá foi curta, o medo e a ameaça de descongelamento nos fizeram descer antes do prazo combinado, mas até que foi legal, o tempo de sobra foi aproveitado para conhecer o Mercado Central de Santiago, conhecer também o famoso Chorizo chileno e conversar sobre o futebol brasileiro, que os chilenos amam desde a Copa do Mundo de 1962.

E, por falar em Copa do Mundo 1962, no programa estava uma visita a Viña Del Mar, a sede do Brasil nesta Copa e onde tem também uma homenagem dos suíços (foto ao lado) que é um jardim de flores em forma de relógio, um belo cartão postal. Depois dos Alpes era vez de conhecermos o Pacífico, e por isto estávamos em Viña Del Mar, onde os chilenos fazem a temporada de verão e curtem as geladas águas do Pacífico.

Era um giro daquele de bate volta, City Tour em Viña del Mar, passeio pela orla, e um almoço, já por volta das três da tarde, para em seguida aproveitar o resto do dia para conhecer a cidade portuária de Valparaíso e ver de perto a Casa de Pablo Neruda e desce na Plaza Sotomayor para ver o movimento do porto e da cidade. 

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