Bateax Mouche

 


Decepção no Bateaux Mouche

Naquele fim de setembro de 2008, eu achava que nada poderia tirar o brilho da nossa despedida de France.

Estávamos a bordo do Bateaux-Mouches, navegando pelas águas do Seine, em um daqueles cenários que parecem feitos para cinema. A cidade iluminada, o clima perfeito, a despedida ideal de Paris.

Mas foi ali que uma turista asiática conseguiu algo raro:

Me fez perder o rebolado.

Nós, brasileiros, acostumados a investir uma pequena fortuna em equipamentos fotográficos de última geração, já nos sentíamos bem servidos com nossas câmeras. Eu, com minha fiel Canon a tiracolo, estava feliz da vida, registrando cada detalhe da viagem.

Até que ela apareceu.

A moça trazia um equipamento que, para 2008, parecia coisa do futuro.

Uma câmera moderna, tripé compacto e... um controle remoto.

No começo, achei que estava vendo errado.

Mas não.

De longe, com toda tranquilidade do mundo, ela posicionava a câmera, se afastava alguns metros, apontava discretamente o controle remoto... e clic.

Pose.

Sorriso.

Outra pose.

Outro clique.

E tudo funcionando com uma precisão impressionante.

Eu, que até então me sentia muito bem equipado, olhei para minha simples Canon e confesso: bateu uma mistura de admiração, inveja e curiosidade tecnológica.

Continuei fazendo minhas fotos — inclusive algumas belíssimas de Marina, que mereciam registro —, mas a verdade é que, a partir daquele momento, parte da minha atenção já não estava mais nas luzes de Paris.

Estava naquela câmera.

Não poderia haver cenário melhor para me despedir da França em 2008.

Mas confesso: saí do barco encantado com Paris... e apaixonado por um equipamento fotográfico que nem era meu.

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