O Sósia
O Sósia
Ainda na base, depois do passeio de balão, enquanto fazíamos o chamado pequeno almoço — o nosso café da manhã — aconteceu algo que até hoje rende boas lembranças.
Um dos navegadores do balão, uma espécie de co-piloto da equipe, se aproximou de mim com um sorriso largo e pediu uma foto. Fizemos uma selfie, e até aí tudo parecia normal.
Só parecia.
Logo depois, ele começou a mostrar a foto para os companheiros de equipe, apontava para mim, falava algo em turco e todos me olhavam com expressões entre surpresa, respeito e entusiasmo.
Aquilo me deixou intrigado.
Mas, pensando bem, não era a primeira vez que isso acontecia naquela viagem. Antes, na região de Cotton Castle — a famosa “Chaminé de Algodão” — o fotógrafo oficial já havia feito algo parecido. Tirou várias fotos minhas, espalhou algumas para venda e, desde então, eu vinha percebendo olhares curiosos e sorrisos por onde passava.
Resolvi então perguntar ao nosso guia, Caió — um turco que havia morado algum tempo no Brasil — o que estava acontecendo.
Ele ouviu a conversa, sorriu e traduziu:
— Eles acham que você é um dos grandes artistas do cinema turco.
Caímos na risada.
Claro que estavam me confundindo com alguma celebridade local, um sósia involuntário em terras da Türkiye.
Mas confesso: foi divertido.
A partir dali, eu e meus companheiros passamos a receber um tratamento quase vip. Mais atenção, mais sorrisos, mais fotos... e, claro, mais olhares de admiração.
Para quem gosta de uma atenção extra — e eu admito, gosto — foi uma experiência daquelas que a viagem entrega sem aviso e que dinheiro nenhum compra.
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