Capítulo 25
E foi o trajeto mais interessante, mais cultural, mais emocionante e mais fotografado. Afinal, foram cinco lugares antes de chegar à capital, Lisboa, e conhecemos uma parte de Portugal totalmente voltada para o turismo e que dispensa maiores comentários complementares, seja lá quem for o escritor.
Coimbra, que um dia foi a capital portuguesa, mantém até hoje sua universidade, desde os anos 1000, e que até hoje é referência mundial de ensino, além de sua grandiosa biblioteca, também milenar, onde se encontram relíquias extraordinárias da literatura mundial. Fátima, o Santuário de Nossa Senhora, que neste local apareceu para os 3 Pastorinhos em 1917 e que ficou como um grande momento do catolicismo mundial.
A emoção aflorou ainda mais. Fátima, onde estivemos anteriormente em 2008 pedindo proteção para nossa viagem de 22 dias pela Europa, e onde estive neste 21 de março de 2015 apenas para agradecer tudo aquilo que me foi oferecido pela Virgem Maria durante a minha cirurgia no coração. Foram lágrimas e sorrisos de alegria naquelas quase quatro horas passadas pela cidade e pelo Santuário.
Óbidos, uma grande surpresa neste roteiro, um lugar bem conservado e cujas vielas são percorridas por milhares de turistas diariamente em busca daquele licor maravilhoso, a Ginjinha, que faz a alegria dos comerciantes locais. Antes de chegar a Queluz, passamos por uma cidade pequena, mas com muita importância para a história de Portugal: Batalha, cujo nome foi em homenagem às grandes vitórias portuguesas nas guerras que enfrentou, e lá estão os corpos do Rei D. João I e do Infante D. Henrique.
Por Queluz, apenas uma visita, muito rápida, ao Palácio de Verão da Corte de Portugal e onde está o coração de D. Pedro I, nosso Imperador. Mas por ali ficamos pouco tempo: o cheiro forte dos produtos colocados para conservação do interior do palácio fez com que eu e Celeste, minha irmã, sentíssemos um mal-estar e deixamos a visita correr enquanto eu saía para fotografar o entorno do lugar.
De Queluz a Lisboa, apenas a expectativa do retorno à capital lusitana, um dos mais belos lugares que conheci até então. Lisboa é como a canção, é uma história bonita e com alma de mulher. Seu povo é acolhedor e o Chiado, um dos bairros mais famosos do país, está de braços abertos, ao lado de Fernando Pessoa, para receber os turistas que por ali aparecem para fotos com o poeta português tão conhecido no nosso Brasil.
Voltamos a Belém, agora para fotos no Monumento aos Descobrimentos e para a mana Celeste conhecer o pastel de Belém. Mais uma a se decepcionar com o doce famoso, mas aceitou melhor do que eu, em 2008, quando me recusei até a pegar o pacote dos docinhos no caixa.
Regressamos ao Centro Histórico, andamos pela Rua Augusta e curtimos, à noite, mais um bacalhau à moda portuguesa regado a um vinho, na jarra, da casa e, para fechar, subimos ao Castelo de São Jorge e descemos no já tradicional Tuk Tuk, que agora é a condução favorita de turistas e nativos.

Comentários
Postar um comentário