Capítulo 31 Marrocos
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MARROCOS 2022
A África nos abriu as portas
Depois da pandemia, voltamos aos poucos à estrada. Viajamos pelo Brasil, conhecemos Salvador, revisitamos Petrópolis e o Rio de Janeiro, onde, finalmente, subi ao Cristo Redentor e andei pela primeira vez no tradicional Bondinho do Pão de Açúcar.
Era uma espécie de reencontro com o prazer de viajar.
Também mudamos nosso operador de turismo e retomamos as viagens internacionais com a Ralph Dutra Turismo e Viagens. Foi quando surgiu a proposta de um programa diferente.
Ralph perguntou:
— Vocês já foram à África?
Não.
E bastou aquela pergunta.
Começamos a montar o roteiro para novembro de 2022. Como ele também sabia de nosso desejo de voltar a Fátima para agradecer à Virgem, incluiu Espanha e Portugal no programa.
Assim nasceu uma viagem que começaria na África e terminaria em Portugal.
Partimos no dia 15 de novembro de 2022.
Marrakech — nosso primeiro chão africano
A primeira escala foi no Aeroporto Internacional de Lisboa. Depois de quase cinco horas de espera, seguimos para Marrakech, onde chegamos por volta das 13 horas do dia 16.
Estávamos, finalmente, em solo africano.
No Aeroporto de Menara, a espera foi pequena. A Europamundo já nos aguardava e, durante o traslado, nosso motorista-guia começou a apresentar Marrakech e a dar uma pequena amostra do que encontraríamos pela frente.
Não houve muito tempo para descanso.
Também não queríamos entregar os pontos ao fuso horário logo na chegada.
Ao cair da noite, embarcamos nas tradicionais charretes marroquinas — por lá chamadas também de carruagens — e começamos nosso primeiro passeio pela Cidade Velha.
Ruas, luzes, gente, aromas, comércio, cores.
Entramos na Medina e ali comecei a perceber que aquela viagem seria completamente diferente das anteriores.
A África havia começado.
As cores de Marrakech
Passamos dois dias conhecendo Marrakech.
Visitamos o belo Palácio Bahia, vimos a Mesquita Koutoubia e nos perdemos — no melhor sentido da palavra — entre as ruelas, lojas e movimentos das medinas.
Mas nossa última noite na cidade reservava algo especial.
Participamos de uma típica noite marroquina, com comida, música e danças tradicionais. Houve ainda apresentações com cavalos e um grande espetáculo musical.
Era muita coisa nova chegando ao mesmo tempo.
Três dias depois, deixávamos Marrakech.
E então a paisagem começaria a mudar radicalmente.
Subindo o Atlas
Nosso próximo destino era Aït Ben Haddou, mas o caminho já fazia parte da viagem.
Subimos pela Cordilheira do Atlas, atravessando uma região montanhosa que em determinados períodos do ano recebe neve nos pontos mais elevados.
Visitamos um povoado berbere encravado na montanha e conhecemos cenários utilizados em grandes produções cinematográficas e televisivas.
Era curioso olhar para aquelas construções e paisagens e imaginar quantas histórias de cinema já haviam passado por ali.
Seguimos até Ouarzazate, atravessamos a região do Vale das Rosas e chegamos a Boumalne Dadès, onde passaríamos a noite.
O hotel nos recebeu com música, dança e manifestações da cultura local.
Mas aquilo ainda era preparação.
Porque, na manhã seguinte, seguiríamos para um lugar que durante muito tempo existira apenas nos livros, filmes e na nossa imaginação:
o Deserto do Saara.
E eu pararia exatamente aí. Não contaria uma linha do Saara ainda. É um ótimo gancho para a continuação do capítulo.
Também gostei de “A África nos abriu as portas” porque o capítulo começa com a pergunta simples do Ralph — “Vocês já foram à África?” — e, poucas páginas depois, vocês estão subindo o Atlas em direção ao Saara. A porta realmente se abriu.
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