Causos = o Campista em Paris
Paris, maio de 2005
Sentado no hotel, cappuccino à mão, vinho da casa na taça, fingia ler o Le Figaro enquanto meus olhos se perdiam nas imagens de um jogo da Champions League. Foi então que percebi um homem bem vestido, andando de um lado para outro, olhando fixamente para mim. Parecia inglês, talvez me confundisse com alguém.
Resolvi dar espaço. Pedi uma jarra pequena do mesmo vinho, como quem abre caminho para uma aproximação. E ela veio.
O encontro inesperado
Ele chegou, tomou coragem e perguntou em bom português:
— Eu te conheço de onde?
Ofereci o vinho, ele aceitou, e respondi:
— Sou Adilson Dutra, de Miracema, moro em Campos, interior do Rio de Janeiro.
O homem sorriu:
— Estava certo. Mostrei sua foto à minha esposa, leio sempre sua coluna em O Diário. Sou de Vitória, moro em Campos há muitos anos e sou dono da franquia da Loja Taco.
Novos companheiros de viagem
Assim conheci Antonio e Andréa, que se tornaram belos companheiros durante toda a excursão pela França, Inglaterra, Holanda, Bélgica e Alemanha. Um encontro fortuito, regado a vinho e reconhecimento, que se transformou em amizade duradoura. Até hoje mantemos contato, prova de que as viagens não nos dão apenas paisagens, mas também pessoas que ficam.
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