Madrid 2005

 Minha primeira internacional - o sufoco do passaporte


Abril de 2005, segunda quinzena. Telefone toca, é a Sky, bem seca:

"Você é o vencedor da promoção 'escreva sobre o Campeonato Espanhol'. Ganhou duas passagens ida e volta para Madrid, com hospedagem e ingresso para Real Madrid x Atlético de Madrid. A viagem é dia 17 de maio e sua documentação tem que estar em ordem em dez dias."

Dez dias! Sem passaporte, sem nada. Pensei: não vou perder minha primeira viagem internacional assim fácil.

Na mesma quarta-feira, eu e Marina fomos para a Polícia Federal, agência de Campos dos Goytacazes. Fomos atendidos de forma espetacular. Contei a história, expliquei a pressa, e a agente foi direta:

"Os senhores não perderão o passeio por culpa nossa. Vamos providenciar tudo com urgência e voltem em dois dias para pegar o protocolo."

A esperança voltou. Dois dias depois, lá estávamos. E a notícia: "Não há passaporte disponível na delegacia, vai demorar para vir de São Paulo". Foi um gol contra. Uma semana para resolver e nada de documento.

Mas o pessoal da PF de Campos cumpre o que promete. Mandaram um fax para São Paulo e de lá voltaram os números do passaporte. Eles anexaram em um documento oficial e enviaram para a operadora de viagem como garantia de que teríamos o documento a tempo.


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