Capítulo 33 - França e Inglaterra 2024

 

PARIS 2024 — A cidade que conhecíamos pelos olhos de Luna

Em outubro de 2024, voltamos a Paris, desta vez levando a neta Luna para seu primeiro giro europeu. Foram três dias intensos, com uma programação que incluía praticamente todos os pontos importantes da Cidade Luz.

No domingo, depois do check-in no Ibis, fizemos um passeio rápido pela Champs-Élysées, demos aquela olhada obrigatória no Arco do Triunfo, almoçamos na elegante região da Avenue George V — com uma comida, diga-se de passagem, não tão elegante assim — e retornamos ao hotel. Afinal, quase doze horas de voo também merecem algum respeito.

Uma promessa chamada Torre Eiffel

O segundo dia começou com uma missão especial: cumprir a promessa que eu havia feito a Luna de levá-la a Paris para ver, bem de pertinho, a Torre Eiffel.

E promessa feita a neta não se discute. Cumpre-se.

Foi um dia de muita emoção para nós três: eu, Marina e Luna.

Mas Paris, felizmente, não vive apenas de sua torre. Nosso City Tour foi longo e, a cada lugar por onde passávamos, eu revivia as viagens anteriores. Para mim e Marina eram reencontros; para Luna, tudo era novidade.

Novas fotos, novo grupo, novos guias e, naturalmente, novas gafes. Mas desta vez sem grandes micos. Evoluímos.

Andamos praticamente sem trégua, sem respeitar sequer a tradicional parada para uma água ou um café. Revisitamos Montmartre e a maravilhosa Basílica de Sacré-Cœur, dominando do alto aquele bairro boêmio que parece ter sido feito para ser caminhado e fotografado.

Infelizmente, encontramos a basílica fechada e não conseguimos mostrar a Luna a beleza de seu interior. Ficou uma dívida de Paris conosco — e dívida de viagem é uma excelente desculpa para voltar.

Depois de muito andar, chegamos ao Louvre. Ali abandonamos o roteiro dos guias e fizemos o nosso.

Agora tínhamos nossa própria guia

Andar por Paris já começava a parecer rotina. Em 2019 também havíamos circulado bastante sem guia e, desta vez, tínhamos uma vantagem adicional: Luna e seu inglês fluente.

No Louvre, nossos euros agradeceram.

Dispensamos guias e intérpretes e percorremos as salas por nossa conta até chegarmos, naturalmente, àquela senhora que recebe milhões de visitantes e continua sem explicar direito o motivo daquele sorriso: Mona Lisa.

Versalhes outra vez

Versalhes foi um capítulo à parte.

Nunca é demais voltar àquele lugar. Chegamos por volta das dez da manhã, mas já não havia ingressos disponíveis para visitar o interior do palácio. Restaram-nos os jardins — e chamar aquilo de “resto” chega a ser uma heresia.

Caminhamos, conversamos e fotografamos aquele cenário majestoso, até que o relógio avisou que Paris ainda nos esperava.

Era hora de seguir.

Ainda tínhamos o Rio Sena, o complexo dos Inválidos, onde está o túmulo de Napoleão, e, principalmente, uma visita que eu aguardava com enorme curiosidade: Notre-Dame de Paris.

Notre-Dame renascendo

Chegamos à Île de la Cité e lá estava ela.

A mesma Notre-Dame que havíamos visto em 2019, poucos dias antes do incêndio que comoveu o mundo, estava diante de nós em pleno processo de restauração.

E estava ficando linda.

Mesmo sabendo que ainda não era possível entrar, turistas franceses e estrangeiros permaneciam no entorno observando os trabalhos. Havia até uma contagem regressiva anunciando a reabertura.

Para mim, aquela visão tinha um significado especial. Eu havia conhecido Notre-Dame antes do incêndio e agora retornava para vê-la renascer — desta vez ao lado da neta.

E assim passaram nossos três dias em Paris.

Corridos? Demais.

Mas cumprimos o roteiro que havíamos traçado e, principalmente, cumpri uma promessa.

Luna viu Paris.

E eu descobri que existe uma maneira de conhecer novamente uma cidade que você já visitou várias vezes:

basta voltar com alguém que a esteja vendo pela primeira vez.

Esse último período, para mim, é o fechamento do capítulo. Ele transforma Paris 2024 em algo completamente diferente das outras passagens pela cidade.

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